No dia 7 de maio de 2026, o Presidente da Associação Nacional de Guardas-Noturnos, José Cardoso, esteve presente na conferência "O Futuro da Segurança na Europa", organizada pelo SIAP e realizada na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.
O evento reuniu oradores de referência no domínio da segurança europeia, entre os quais Hans Leijtens, Diretor Executivo da Frontex, Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o Superintendente-Chefe Luís Carrilho, Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, a Eurodeputada Ana Catarina Mendes, membro das Comissões LIBE, SEDE e EUDS, e Jochen Kopelke, Presidente da EU.Pol, Federação Europeia de Sindicatos de Polícia.
Estiveram igualmente presentes o Coronel Marco Cruz, 2.º Comandante da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR, João Mortágua, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Critical Software, e Michel Oz, Assessor Estratégico Internacional para a Cooperação Policial da Unidade de Polícia de Limburgo, nos Países Baixos.
Ao longo da manhã, os temas debatidos refletiram a crescente complexidade do panorama de segurança europeu. Foram abordadas as ameaças híbridas, que cruzam criminalidade organizada, cibersegurança, pressões migratórias e instabilidade geopolítica, a proteção de infraestruturas críticas, incluindo os cabos submarinos que sustentam as comunicações digitais do continente, e a urgência de uma maior interoperabilidade entre sistemas, instituições e forças de segurança dos diferentes Estados-membros.
Um dos eixos centrais do debate foi a relação entre tecnologia e fator humano. Vários oradores sublinharam que, por mais sofisticados que sejam os sistemas de vigilância e de detecção de ameaças, a sua eficácia depende sempre da capacidade dos profissionais no terreno para interpretar, decidir e agir.
A tecnologia potencia, mas não substitui a presença humana.
Tecnologia e presença humana: dois lados da mesma moeda
Num mundo onde as câmaras de vigilância se multiplicam, os algoritmos detetam movimentos suspeitos e os drones patrulham perímetros, há algo que nenhum sistema consegue replicar: a presença física de um profissional que conhece a sua rua, que reconhece os seus moradores, que age com discernimento e com responsabilidade.
A prevenção mais eficaz não é a que reage, é a que dissuade antes de haver razão para reagir. E essa dissuasão faz-se, acima de tudo, com visibilidade. Com a certeza, da parte de quem pensa em praticar um ato ilícito, de que alguém está ali. De que aquela rua não está abandonada. De que a comunidade está viva e atenta.
É neste contexto que a ANGN reafirma a importância do Guarda-Noturno no ecossistema de segurança das comunidades. Com mais de 643 anos de história ao serviço das populações, esta profissão não é uma herança do passado é uma resposta concreta aos desafios do presente. Não em oposição à tecnologia, mas ao seu lado, como o elo humano de uma cadeia que só funciona quando está completa.
O futuro da segurança na Europa que se debateu esta manhã no Porto é um futuro que precisa desta presença. E a ANGN continuará a trabalhar para que ela seja reconhecida, valorizada e preservada.
A Associação Nacional de Guardas-Nocturnos (A.N.G.N.) foi fundada em 15 de abril de 1993, inicialmente chamada Associação de Guardas-Nocturnos. A designação atual foi adotada em 17 de janeiro de 1996, e a associação tem duração indeterminada.
Estrada do Paço do Lumiar n.º 41-A, Bairro da Horta Nova, 1600-543 Lisboa-Carnide
966 110 133 / 962 344 905
(Apartir das 14:00 devido ao nosso horário de trabalho)